PF mira contratos de R$ 51 milhões da Educação do Acre em operação contra desvio de recursos do Fundeb

Operação Talha Real cumpre 21 mandados de busca e apreensão em três municípios, bloqueia bens, suspende atividades de seis empresas e investiga supostas fraudes em contratos da Secretaria de Estado de Educação.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), a Operação Talha Real para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos federais destinados à educação no Acre.

As investigações apuram possíveis irregularidades na aplicação de verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) repassadas à Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE).

Entre os alvos da operação está o ex-secretário de Educação, Aberson Carvalho, que ocupava o comando da pasta no período investigado.

Segundo a Polícia Federal, os contratos sob investigação somam mais de R$ 51 milhões.

O ex-secretário de Educação Aberson Carvalho é um dos alvos da operação. Foto: Reprodução

Ao todo, são cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), nos municípios de Rio Branco, Epitaciolândia e Senador Guiomard.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, um dos investigados foi preso em flagrante por posse ilegal de munições de uso permitido. Ele foi conduzido à Superintendência Regional da Polícia Federal, em Rio Branco.

Além das buscas, a Justiça Federal determinou o bloqueio de bens móveis, imóveis e de valores pertencentes aos investigados. Também foi autorizada a suspensão temporária das atividades de seis empresas contratadas pela SEE.

PF cumpre mandados de busca e apreensão na Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE). Foto: Reprodução

Investigação apura fraude em contratos públicos

Embora a PF não tenha divulgado detalhes sobre a dinâmica do suposto esquema para preservar as investigações, a operação tem como foco a apuração de possíveis fraudes em licitações e desvios de recursos públicos federais destinados à educação básica.

Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder pelos crimes de:

peculato;

corrupção ativa e passiva;

fraude à licitação;

frustração do caráter competitivo da licitação;

lavagem de dinheiro; e

associação criminosa.

As medidas cautelares determinadas pelo Judiciário buscam preservar patrimônio suficiente para eventual ressarcimento aos cofres públicos e impedir a continuidade das atividades investigadas.

A Polícia Federal informou que as investigações prosseguem para identificar a participação de todos os envolvidos e dimensionar os prejuízos causados aos recursos destinados à educação pública no estado.

O espaço permanece aberto para manifestação da Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre e das empresas citadas na investigação. Caso enviem posicionamento, a matéria será atualizada.

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