Investimento de R$ 3,6 milhões busca reduzir gargalos logísticos e fortalecer o escoamento da produção no Juruá e Tarauacá-Envira.
Centenas de famílias ribeirinhas do Acre começaram a receber barcos equipados com motores para reforçar o transporte da produção agrícola em regiões de difícil acesso. A ação é resultado de um investimento superior a R$ 3,6 milhões, viabilizado por emenda parlamentar da ex-deputada federal Perpétua Almeida, atual diretora da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial.
Ao todo, foram adquiridos 182 barcos, destinados a cooperativas e associações rurais de oito municípios do estado. A iniciativa busca enfrentar um dos principais entraves da produção ribeirinha, a dificuldade de escoamento até os centros urbanos, o que impacta diretamente a renda das famílias.
Os equipamentos estão concentrados no depósito da Cageacre, em Cruzeiro do Sul, de onde partem para as comunidades beneficiadas. As entregas começaram na quarta-feira (23) pela comunidade Nova Cintra, em Rodrigues Alves, e seguem ao longo de cinco dias.

Serão contemplados produtores de Cruzeiro do Sul, Tarauacá, Feijó, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Rodrigues Alves, Mâncio Lima e Jordão. A proposta é que o uso dos barcos seja coletivo, permitindo maior eficiência na logística local e redução de custos para o transporte de produtos como farinha, banana e açaí.
A ex-parlamentar afirmou que a entrega representa a continuidade de compromissos firmados durante o mandato.
“É uma alegria enorme ver o nosso trabalho virando realidade. O ribeirinho precisa disso para levar sua produção até o mercado e garantir o sustento da família. Minha alegria é saber que o recurso chegou na ponta, beneficiando quem mais precisa”, declarou.
Para quem vive da terra e da água, o impacto é imediato. A produtora Sebastiana Feitosa, da comunidade Santa Rita, destaca a importância do equipamento para a rotina familiar.
“Esse barco é de grande valor porque é por ele que vamos transportar a produção de melancia, farinha e banana para Cruzeiro do Sul e para a cooperativa. Eu moro com minha família e tenho seis filhos que também possuem suas casas na comunidade; todos vão depender desse barcos para escoar o que produzem”, contou.







