Ação do MPAC e da Polícia Militar mobiliza cerca de 100 policiais e ocorre em quatro municípios, incluindo Goiânia (GO) e o presídio Francisco de Oliveira Conde
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nas primeiras horas desta segunda-feira (24) a Operação Colapso, contra integrantes de uma organização criminosa com atuação no estado.
A ação, realizada em parceria com a Polícia Militar, mobiliza cerca de 100 agentes e cumpre mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão.
Ao todo, foram expedidos pela Justiça do Acre 75 mandados, sendo 44 de prisão preventiva e 31 de busca e apreensão. Até o início da manhã, 25 prisões preventivas haviam sido cumpridas contra investigados apontados como integrantes da organização criminosa e que exerceriam funções relacionadas ao tráfico de drogas, roubos e homicídios.
As diligências são realizadas simultaneamente em Rio Branco, Porto Acre e Sena Madureira, no Acre, além de Goiânia (GO) e do Complexo Penitenciário Francisco de Oliveira Conde (FOC), na capital acreana.
Além das prisões, as equipes registraram flagrantes de munições de arma de fogo, substâncias entorpecentes e dinheiro em espécie durante o cumprimento dos mandados.
Segundo o MPAC, a operação é resultado de investigações conduzidas pelo Gaeco que identificaram uma atuação coordenada entre integrantes da organização criminosa.
Entre os elementos levantados durante a apuração está a existência de integrantes responsáveis pelo recolhimento de “mensalidades” em pontos de venda de drogas, mecanismo utilizado para financiar e organizar a atuação da facção.
A ofensiva busca atingir diferentes núcleos operacionais da organização, principalmente aqueles que atuam em Rio Branco.
A participação de investigados que já estão no sistema prisional também faz parte da operação. Por isso, diligências foram realizadas no Francisco de Oliveira Conde.

“Colapso”
De acordo com o MPAC, o nome Colapso faz referência ao impacto esperado com o cumprimento simultâneo dos mandados e à tentativa de atingir a estrutura de funcionamento da organização criminosa ligada ao tráfico de drogas.
A operação envolve promotores de Justiça e servidores do MPAC, além do efetivo da Polícia Militar mobilizado para o cumprimento das ordens judiciais.







