Engenheiro e consultor atuou nas gestões de Jorge Viana e Binho Marques e morreu nesta terça-feira (11), em São Paulo, após complicações cardíacas.
O engenheiro e consultor Gilberto Siqueira, de 70 anos, morreu nesta terça-feira (11), em São Paulo, vítima de complicações cardíacas. Ex-secretário de Planejamento do Acre durante os governos de Jorge Viana e Binho Marques, ele enfrentava um quadro grave de diabetes e teve o estado de saúde agravado no último mês, quando precisou ser intubado.
A morte foi confirmada pela irmã, Stela Siqueira.
Ao longo da vida pública, Gilberto Siqueira esteve ligado à formulação e execução de projetos de planejamento e desenvolvimento do Acre. Também teve participação em iniciativas relacionadas à Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac), instituição destacada por Jorge Viana em sua manifestação sobre a morte do ex-secretário.
A trajetória de Gilberto esteve especialmente vinculada às administrações de Jorge Viana e Binho Marques, períodos marcados por uma agenda de planejamento e investimentos em infraestrutura, ciência, tecnologia e desenvolvimento regional.

‘Um irmão de vida, de amizade e de caminhada profissional’
Candidato ao Senado pelo Acre, o ex-governador Jorge Viana lamentou a morte e afirmou que Gilberto Siqueira foi uma das pessoas mais importantes de sua trajetória profissional e pública.
“É com muita tristeza que, aqui no meio dessa missão da candidatura ao Senado, recebo uma das notícias mais tristes da minha vida. Digo isso porque perdi um irmão de vida, de amizade e de caminhada profissional”, afirmou.
Segundo Viana, a atuação de Gilberto foi fundamental para a realização de projetos durante suas gestões.
“O Gil foi uma das pessoas mais importantes que tive na minha vida profissional e pública. Sem ele, eu não teria conseguido realizar, junto com uma boa equipe, tantas coisas que fizemos por Rio Branco e pelo Acre”, declarou.
O ex-governador também destacou a participação de Gilberto na Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac).
“As grandes mudanças que promovemos, inclusive o trabalho na Fundação de Tecnologia do Acre, a Funtac, eu devo muito ao Gil. Ele foi um mestre, um companheiro e um amigo de uma vida inteira”, disse.
Viana contou ainda que esteve com Gilberto no hospital poucos dias antes da morte. Segundo ele, a visita ocorreu quando o ex-secretário já enfrentava um quadro delicado de saúde.
“Há menos de uma semana, fui visitá-lo no hospital. Acompanhei de perto, junto com seu irmão Dingo, a situação dele. Fui me despedir, orar por ele e viver aquele momento ao seu lado”, relatou.
Na homenagem, Jorge Viana também associou os últimos anos de Gilberto às dificuldades enfrentadas pelo Acre. Segundo ele, o ex-secretário não se conformava com o cenário vivido pelo estado, mas mantinha a esperança de uma retomada do desenvolvimento.
“O Gil sofreu nos últimos anos com esses tempos difíceis que o Acre viveu, porque ele não se conformava em ver o nosso estado como estava. Mas era um resiliente e continuava cheio de esperança de que o Acre poderia voltar a prosperar”, afirmou.
Ao concluir a homenagem, Viana agradeceu pela parceria construída ao longo de décadas.
“Só tenho uma palavra para dizer a ele: obrigado. Obrigado, Gil, pelo amor que você tinha pelo Acre, por ter me dado todo o apoio ao longo da vida, em tudo o que fiz, e, principalmente, por ter sido meu amigo e meu irmão, um irmão que Deus me deu”, declarou.
Viana também mencionou a mãe de Gilberto, dona Titinha, ao se despedir do amigo.
“Descanse em paz, junto da sua querida mãe, dona Titinha. Deus certamente vai te acolher em um lugar muito especial, porque você foi uma pessoa do bem”, afirmou.







