Edvaldo Magalhães cobra envio imediato de proposta à Aleac e defende mediação em impasse com servidores

Deputado afirma que Assembleia pode intermediar negociação e critica postura do governo diante da falta de consenso com sindicatos.

O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) defendeu, nesta terça-feira (31), que o governo do Acre envie ainda hoje à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) uma proposta de reajuste e benefícios para os servidores públicos estaduais. A cobrança ocorre em meio ao impasse nas negociações entre o Executivo e os sindicatos, que seguem sem consenso.

Segundo o parlamentar, a Aleac pode cumprir um papel central na mediação do conflito. “A maior contribuição que podemos dar para esses servidores é exigir do governo que mande uma proposta para ser discutida hoje nesta Casa”, afirmou. Ele acrescentou que, mesmo que o texto não esteja finalizado, a Assembleia pode aguardar. “Se não está pronta, não tem problema. A gente espera até de tarde, até de noite. Mas precisamos dar um ponto final nessa novela”, disse.

A fala ocorre no mesmo dia em que servidores voltaram a protestar em frente à Aleac, cobrando respostas sobre reajuste salarial e benefícios. Até o momento, o governo condiciona o envio de qualquer proposta à construção de consenso com as categorias, o que ainda não foi alcançado.

Para Edvaldo, o prolongamento das negociações tem desgastado os trabalhadores. “Essa situação está tirando a tranquilidade e a paciência dos servidores do Estado”, afirmou. Ele defende que o debate seja transferido para o Legislativo como forma de destravar o impasse.

RGA prevista no orçamento

O deputado também destacou que a Revisão Geral Anual (RGA) já está prevista no Orçamento, aprovado anteriormente pela própria Assembleia. Segundo ele, a inclusão ocorreu após pressão das categorias durante a tramitação da peça orçamentária.

“Está escrito no orçamento a Revisão Geral Anual. O governo poderia ter vetado, mas não vetou. Sancionou, é lei”, disse. Na avaliação do parlamentar, isso reforça a obrigação do Executivo de apresentar uma proposta concreta.

Edvaldo Magalhães criticou ainda a condução das negociações por parte do governo, especialmente após a ausência de acordo com os sindicatos. Segundo ele, a sinalização do Executivo de não encaminhar proposta à Aleac, diante da falta de consenso, representa um retrocesso no diálogo.

“Já que não fizeram acordo em torno da minha proposta, eu não vou mandar nada para a Assembleia. O nome disso é desrespeito ao servidor público”, afirmou. Ele classificou a postura como “autoritarismo” e “intolerância”.

O deputado ressaltou que divergências são comuns em processos de negociação e defendeu maior abertura ao diálogo. “Desde que o mundo é mundo, numa negociação sempre tem debate, desentendimento, voltam para a mesa e chegam a um entendimento”, disse.

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