Vídeo gravado em aldeia na Terra Indígena Rio Gregório mostra estrutura deteriorada, falta de banheiro e ausência de espaço para alimentação de estudantes.
A Rede de Comunicadores Indígenas do Acre (RCIA) denunciou as condições precárias de uma escola da rede estadual de ensino localizada na Terra Indígena Rio Gregório, no município de Tarauacá, no interior do estado.
Em vídeo, o comunicador Sina Yawanawa expõe a situação da escola Iva Sttiho, na Aldeia Nova Esperança, território do povo Yawanawa. O registro mostra um cenário de abandono que compromete o acesso à educação básica no local.
As imagens revelam uma escola com paredes danificadas, cobertura comprometida e assoalho em estado crítico. A cantina, onde é preparada a alimentação escolar, não oferece condições mínimas de funcionamento, nem espaço adequado para que as crianças façam as refeições.
“Esse lugar aqui é onde a gente faz a comida para as crianças, só que já estão nesse estado. A gente não está tendo lugar para que as crianças possam sentar para se alimentar. Então, aqui está um lugar de muita precariedade, onde a gente está com a escola toda quebrada, caindo as paredes. Aqui para cima também já não tem mais as telhas, as telhas estão quebrando tudo. Então, nós temos uma escola totalmente acabada”, relata Sina Yawanawa no vídeo.
A denúncia também evidencia a ausência de estrutura sanitária. O banheiro da escola não funciona há mais de oito anos, o que obriga os estudantes a utilizarem áreas improvisadas dentro do próprio espaço escolar.
“Aqui é o banheiro da escola Ivaestil, onde já está há mais de oito anos sem funcionar. Portanto, aqui as crianças não têm condição de fazer as necessidades fisiológicas, porque elas usam o espaço daqui da escola para fazer suas necessidades”, afirma o comunicador.
O acesso ao banheiro também foi comprometido. A passarela de madeira que levava ao local está destruída. “Aqui é o trapicho, é uma passarela que desce, que leva, levava na verdade, para o banheiro da escola. Só que aqui acabou as tábuas e a gente vai pular embaixo”, mostra Sina.
O registro integra a atuação da Rede na visibilização de violações de direitos em territórios indígenas. A denúncia reforça um cenário recorrente no Acre, onde a ausência de investimentos estruturais e a dificuldade de acesso agravam a oferta de educação básica em comunidades indígenas.







