Profissional orienta famílias a pesquisar preços, reaproveitar itens e escolher formas de pagamento que não comprometam o orçamento nos primeiros meses do ano.
A proximidade do início do ano letivo costuma vir acompanhada de listas extensas de material escolar e de preços que variam conforme a loja e a forma de pagamento. Para muitas famílias, o período representa uma pressão extra sobre o orçamento doméstico, o que torna o planejamento financeiro decisivo para atravessar os primeiros meses do ano sem endividamento.
Antes de sair às compras, a recomendação é mapear a renda familiar e definir um teto de gastos. O consultor de Sustentabilidade e Cooperativismo do Sicredi, Eber Ostemberg, orienta que os pais façam um levantamento detalhado das necessidades.
“Liste todos os materiais necessários; verifique o que ainda pode ser utilizado do ano anterior; faça orçamento em pelo menos três lugares. A diferença pode chegar a 30%, e não esqueça de pesquisa na internet e usar a inteligência artificial para ajudar nisso”, afirma. Segundo ele, envolver crianças e adolescentes no processo também contribui para ensinar noções de educação financeira e consumo consciente.
Na etapa do pagamento, a escolha entre quitar à vista ou parcelar interfere diretamente no custo final. Compras em dinheiro ou via pix costumam render descontos, sobretudo quando o valor é mais alto. Já o parcelamento no cartão de crédito pode funcionar como alternativa, desde que as prestações caibam no orçamento mensal e não comprometam o limite disponível ao longo do ano.

Sobre o uso do crédito, Ostemberg faz um alerta. “Caso contrário, priorize pagamento à vista. Isso porque hoje o mercado oferece muitas maneiras de parcelarmos tudo: supermercado, farmácia, combustível, e por aí vai. O parcelamento com cartão é ótimo, mas pode se tornar um vilão e gerar endividamento”, diz.
Outro ponto de atenção é o risco de entrar no crédito rotativo, situação que ocorre quando a fatura do cartão não é paga integralmente e passa a acumular juros elevados. Nesse cenário, uma compra simples pode se transformar em dívida difícil de administrar. Em momentos mais delicados, algumas famílias cogitam recorrer a empréstimos ou linhas de crédito pessoal.
A orientação, segundo especialistas, é analisar com cuidado as taxas cobradas e as condições contratuais antes de assumir esse tipo de compromisso.
Para despesas sazonais como a compra de material escolar, o Sicredi reforça a necessidade de planejamento e comparação de preços entre estabelecimentos, além da escolha de formas de pagamento compatíveis com a renda da família nos meses seguintes.
A cooperativa também mantém iniciativas voltadas à educação financeira. “Lidar com dinheiro é rotina das pessoas. E educação financeira é uma atividade que está no nosso dia a dia. O programa Cooperação na Ponta do Lápis, por exemplo, ajuda desde crianças e adolescentes até adultos a terem uma vida financeira mais próspera. Qualquer pessoa, associada ou não ao Sicredi, pode entrar no site e aprender mais sobre o tema. Basta acessar www.sicredi.com.br/educacaofinanceira. Na plataforma estão disponíveis cursos gratuitos. É só escolher qual fazer”, sugere o consultor.






