Quando a base vira plateia

Por Juan Vicent Diaz

Tem coisa que não precisa de anúncio oficial. Basta olhar o movimento…
Na Assembleia Legislativa do Acre, o que antes era chamado de “base aliada” já começa a se comportar como plateia, assiste, observa e quando convém, aplaude outro show.
O governo Gladson Cameli ou Mailza Assis ainda tenta vender a ideia de controle, mas nos bastidores o roteiro é outro…deputado governista já não combina voto, combina o destino.
E o destino, cada vez mais, atende pelo nome de Alan Rick .

A política de:” Estou com você…até segunda ordem”.

Ninguém bate porta. Ninguém faz discurso inflamado.
O que acontece é mais sofisticado e mais perigoso.
Deputados que ontem defendiam o governo, hoje fazem um cálculo frio:
vale mais a pena permanecer fiel… ou chegar cedo no novo grupo que pode vencer? E aí??
A resposta está sendo dada sem alarde, sem coletiva, sem drama.
Eles não estão saindo.
Estão “reposicionando”.
E reposicionamento, em política é o nome elegante da fuga.

O governo que nao segura nem os seus

O problema não é a oposição crescendo.
O problema é o governo encolhendo por dentro. Falta articulação, sobra vaidade.
Falta comando, sobra improviso.
E na política não se tolera vazio, quando o governo não ocupa, alguém ocupa.

O diagnóstico…

Do lado de fora do governo, Edvaldo Magalhães observa como quem já viu esse filme. E a leitura dele, ainda que dita com o cuidado de quem conhece o jogo, é direta: isso não é traição, é desorganização.
Quando a base não sabe quem lidera, ela passa a seguir quem oferece direção.
Simples assim.

Tá e não tá..no off

Tem deputado que ainda ocupa espaço no governo…
mas já ocupa espaço político em outro projeto.
É o famoso “um pé em cada canoa”…Só que, nesse rio, a correnteza costuma cobrar decisão rápida e se cair na água ele leva.

Nos corredores

Sem microfone, sem registro, mas repetida em mais de um gabinete:
“Melhor sair antes que apaguem a luz.”

Resumão disso tudo

O governo ainda existe como estrutura.
Mas, como articulação política… começa a dar sinais de desgaste, ou seja, desfarelando.
E quando a base deixa de ser base e vira expectativa, o poder não acaba de repente ele vai sendo abandonado.
Primeiro em silêncio.
Depois em série.

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