Iniciativa da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial começa com agendas técnicas em Rio Branco e prevê ações também em Sena Madureira e Tarauacá.
A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) iniciou na última semana as agendas técnicas para implementar um programa voltado à cultura Hip Hop no Acre. A proposta busca capacitar e profissionalizar jovens e adultos para atuação na economia criativa, com foco na geração de trabalho e renda, especialmente nas periferias.
O primeiro encontro ocorreu em Rio Branco, com a presença da diretora de Economia Sustentável da ABDI, Perpétua Almeida, e da gerente da Unidade de Desenvolvimento Industrial, Cecília Vergara. A reunião foi realizada no Centro Acreano de Hip Hop, instituição que ficará responsável pela execução do projeto no estado.
Nesta fase inicial, o programa deverá alcançar participantes no interior, em Sena Madureira e Tarauacá, além da capital acreana.
A iniciativa prioriza áreas técnicas da cadeia produtiva do Hip Hop que apresentam demanda no mercado. Entre os eixos debatidos estão breaking e dança, formação de DJs e técnicos de som, produção audiovisual e moda urbana. A ideia é transformar habilidades culturais em oportunidades de trabalho e negócios.
“Estamos unindo cultura e mercado. Ao qualificar profissionais do Hip Hop no Acre, a exemplo do que fizemos no Rio Grande do Sul e estamos fazendo em Brasília, a ABDI estimula a produção cultural local, fortalece e profissionaliza a indústria criativa, provando que a arte é um caminho viável e necessário para o desenvolvimento econômico e social do estado”, afirmou Perpétua Almeida.
Para Cecília Vergara, a organização do movimento cultural no Acre cria um ambiente favorável para a iniciativa. “O Hip Hop local possui uma capilaridade e uma representatividade real nas comunidades. Somando isso à capacidade executória do Centro Acreano de Hip Hop, temos ótimas perspectivas de engajamento e de transformação desses talentos em negócios sustentáveis”, disse.

Próximos passos
O projeto ainda está em fase de estruturação técnica. Nessa etapa serão definidos o cronograma de atividades, o número de beneficiários e o volume de investimentos.
A proposta pretende adaptar ao Norte experiências já desenvolvidas pela ABDI em outras regiões do país, conectando cultura urbana, qualificação profissional e inovação econômica. A estratégia aposta na força da cultura de rua como vetor de desenvolvimento e inclusão produtiva.







