Pedido de urgência para votação do afastamento do superintendente da RBTrans é rejeitado na Câmara

Requerimento recebeu 7 votos favoráveis e 10 contrários; oposição acusa base governista de blindar Clendes Vilas Boas diante de denúncias de assédio moral.

A Câmara Municipal de Rio Branco rejeitou, na sessão desta quinta-feira (28), o requerimento apresentado pelo vereador Fábio Araújo (MDB) que solicitava a inclusão em regime de urgência dos pedidos de afastamento do superintendente de Transportes e Trânsito (RBTrans), Clendes Vilas Boas, acusado de assédio moral por servidores da autarquia.

A proposta obteve 7 votos favoráveis e 10 contrários, não alcançando a maioria absoluta necessária entre os 17 parlamentares presentes. Com isso, os requerimentos de afastamento protocolados anteriormente, um pelo próprio Araújo, no dia 14 de agosto, e outro pela base do prefeito, no dia 19, permanecem sem previsão de votação.

Requerimento pedindo urgência na votação dos pedidos de afastamento de Vilas Boas recebeu 7 votos favoráveis e 10 contrários. Foto: Juan Vicent/Proa

Como votaram os vereadores

Votaram a favor da urgência (Sim):

  • André Kamai (PT)
  • Eber Machado (MDB)
  • Elzinha Mendonça (MDB)
  • Fábio Araújo (MDB)
  • João Paulo Silva (PODE)
  • Neném Almeida (MDB)
  • Zé Lopes (Republicanos)

Votaram contra a urgência (Não):

  • Antônio Morais (PL)
  • Bruno Moraes (PP)
  • Felipe Tchê (PP)
  • Leôncio Castro (PSDB)
  • Matheus Paiva (União Brasil)
  • Moacir Júnior (Solidariedade)
  • Márcio Mustafá (PSDB)
  • Raimundo Neném (PL)
  • Rutênio Sá (União Brasil)
  • Samir Bestene (PP)

Não houve abstenções.

Impasse político

A votação aprofunda o impasse que há semanas trava a pauta legislativa. Vereadores de oposição acusam o presidente da Casa, Joabe Lira (MDB), e a base do prefeito Tião Bocalom (PL) de blindarem Vilas Boas. Já os governistas defendem que a prioridade deve ser dada a projetos considerados estratégicos para a gestão municipal.

O vereador Fábio Araújo criticou o atraso na votação e afirmou que a condução da pauta representa um desrespeito à gravidade das denúncias.

“O primeiro pedido foi protocolado dia 14 de agosto por mim, o segundo, dia 19 de agosto, pela base do prefeito com dez assinaturas. Eu não sei por que o presidente está segurando essa pauta. […] Nós temos que afastar o servidor, porque já há relatos de coação, tanto contra a população quanto contra servidores da RBTrans, por conta dessa acusação. Não existe requerimento mais importante do que uma denúncia séria de assédio dentro da gestão do município”, declarou.

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