Atividade gratuita reuniu 22 pessoas no Teatro Hélio Melo e destacou a ancestralidade como ferramenta de criação artística.
A Oficina de Teatro: Corpo, Voz e Ancestralidade, ministrada pela atriz acreana Sandra Buh, chegou ao fim na última quarta-feira (27), no Teatro Hélio Melo, em Rio Branco. Realizada ao longo de três dias, a atividade reuniu 22 participantes a partir de 16 anos e proporcionou uma experiência gratuita de imersão artística, com bolsa de apoio para transporte e acessibilidade em Libras.
Ao final do processo, foram apresentadas duas cenas criadas durante os encontros, resultado das práticas que envolveram não apenas técnicas teatrais, mas também aspectos ligados à escuta, à confiança, à criação de personagens e ao olhar como ferramenta de expressão.
Para Sandra Buh, a experiência foi marcada pela intensidade e pela troca entre os participantes.
“Essa oficina foi de uma energia muito boa. Tivemos uma troca de experiências muito valiosa, tanto para mim quanto para os participantes. A cada encontro, trabalhamos não só técnicas teatrais, mas também aspectos humanos, como a escuta, a confiança, o falar com o olhar, a leitura do olhar do outro, a criação de personagens e a busca pela verossimilhança”, destacou.

Entre os alunos, a oficina foi vista como oportunidade de crescimento e também de cura emocional. A servidora pública Edineide Melo, de 54 anos, ressaltou a importância da atividade.
“Foi muito importante participar da oficina pelas mãos da Sandra. Ela é uma força da natureza, uma referência de arte no estado. Neste momento, ressignificar-me pela arte é realmente muito importante. Quero mais, que ela possa compartilhar ainda mais, porque ela é incrível”, afirmou.
Já a jovem Izis da Silva Gomes disse sair da oficina transformada. “Saio dessa experiência uma nova Izis, com curiosidades renovadas, mais energia e sem os problemas de ansiedade que me acompanhavam. O teatro cura, a cultura cura. Esta oficina foi uma válvula de escape numa semana difícil, repleta de crises de ansiedade”, contou.
O projeto foi realizado por meio do Edital 07/2024 – Formação da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), com financiamento do Governo Federal, da Prefeitura de Rio Branco e da Fundação Garibaldi Brasil. A produção ficou sob responsabilidade da Pé Rachado Produções, com apoio de O Barulho do Acre, Alamoju e do Centro Cultural Abassá Orun Ibo Iepondá.