Convênio de R$ 14,7 milhões entre ABDI e COOPERACRE viabiliza polos de beneficiamento e aposta na industrialização do café robusta amazônico
A agroindústria do café no Acre avança para uma nova etapa. Nesta sexta-feira (27), foi assinada, em Rio Branco, a ordem de serviço que autoriza o início das obras de uma unidade de beneficiamento de café em Capixaba, interior do estado.
A cerimônia ocorreu na sede da Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Estado do Acre (Cooperacre) e formalizou o início do projeto financiado por meio de convênio entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a cooperativa.
O investimento total é de R$ 14,7 milhões e prevê, além da unidade em Capixaba, a implantação de um complexo industrial em Acrelândia. Os dois polos devem beneficiar diretamente cerca de 400 famílias produtoras, com a proposta de fortalecer a cadeia produtiva do café robusta amazônico no estado.
A iniciativa tem como foco a industrialização da produção local, permitindo que os produtores realizem o beneficiamento do café dentro do Acre. Do total de recursos, R$ 13,1 milhões são provenientes da ABDI, enquanto R$ 1,6 milhão corresponde à contrapartida da Cooperacre. Para a unidade de Capixaba, estão destinados R$ 6,5 milhões.
A diretora de Economia Sustentável e Industrialização da ABDI, Perpétua Almeida, afirmou que o projeto prioriza a industrialização das cooperativas na Amazônia.
“Industrializar a produção das cooperativas na Amazônia é uma prioridade. Hoje, com o aporte do Governo Federal via ABDI, estamos destinando R$ 6,5 milhões especificamente para a fábrica de Capixaba. Estamos levando tecnologia e modernização para a economia regional. Acreditamos que a indústria é o motor que melhora processos e gera as oportunidades que elevam a qualidade de vida de quem vive e produz na região”, declarou.
O gerente da Unidade de Fomento às Estratégias ASG da ABDI, Rogério Dias, destacou que a iniciativa está alinhada à política da Nova Indústria Brasil. “Esse é um resultado que transforma a vida das pessoas e da comunidade. A construção desta indústria movimenta toda uma cadeia produtiva, desde a construção civil até o setor de máquinas e equipamentos de ponta. É um estímulo direto ao crescimento econômico da região”, disse.
Segundo a Cooperacre, o projeto reforça um modelo que combina produção e preservação. O cultivo do café robusta na região apresenta potencial de sequestro de carbono, contribuindo para a manutenção da floresta.
O superintendente da cooperativa, Manoel Monteiro, afirmou que a ordem de serviço representa a concretização de investimentos para os produtores. “O início das obras simboliza a chegada de investimentos reais para as famílias que vivem do café. Esse projeto fortalece a nossa rede e valoriza o produtor. É um investimento que atende quem mais precisa e transforma a realidade dos nossos municípios”, afirmou.
Na avaliação da presidente da COPASFE, Nilva Dantas, a iniciativa deve impactar diretamente a renda das famílias. “Este investimento é uma vitória para os nossos produtores. Ele traz esperança e valoriza o esforço de cada família que vive da terra e produz a riqueza da nossa região. É gratificante ver o Governo Federal olhando para a nossa comunidade”, declarou.
As obras têm início previsto para a próxima segunda-feira (30), com prazo estimado de cerca de seis meses para conclusão.







