Encontro ocorre nesta sexta-feira à noite e busca articular respostas coletivas diante da repercussão recente no estado.
Organizações feministas e movimentos sociais convocaram uma reunião aberta nesta sexta-feira (20), em Rio Branco, para discutir estratégias de enfrentamento à violência contra mulheres após episódios recentes envolvendo o futebol acreano.
O encontro está marcado para 19h no Palácio da Advocacia Florindo Silvestre, localizado na Alameda Ministro Miguel Ferrante, 450, bairro Portal da Amazônia, sala da ESA (Escola Superior de Advogacia).
A mobilização é organizada pelo Levante Feminista contra o Feminicídio, Lesbocídio e Transfeminicídio, que divulgou um chamamento público direcionado a organizações da sociedade civil, sindicatos, instituições públicas e privadas e pessoas que atuam na defesa dos direitos das mulheres.
No convite, o movimento afirma que a reação coletiva é necessária diante do cenário recente no estado. “Não vamos nos calar. A luta pelo fim da violência é coletiva, urgente e precisa de todas, todos e todes.”
Segundo o Levante, a proposta da reunião é reunir diferentes setores da sociedade para pensar respostas e fortalecer redes de proteção.
“Nós do Levante Feminista contra o Feminicídio, Lesbocídio e Transfeminicídio convidamos as organizações, movimentos sociais, sindicatos, instituições e pessoas comprometidas com a justiça e a equidade para somar forças, construir estratégias e fortalecer o enfrentamento às violências.”
O chamado também destaca a necessidade de apoio mútuo entre mulheres e de enfrentamento público à naturalização da violência. “Porque nenhuma mulher deve caminhar sozinha. Porque nenhuma violência pode ser naturalizada.”

A mobilização ocorre após denúncias de estupro coletivo envolvendo atletas do Vasco-AC, caso que ganhou repercussão no Acre e no país. A Polícia Civil investiga quatro jogadores suspeitos de violência sexual contra duas mulheres dentro do alojamento do clube, em Rio Branco.
Um dos atletas foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva, enquanto outros jogadores tiveram prisão temporária decretada e se apresentaram à polícia. Os suspeitos são Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Matheus Silva, Brian Peixoto Henrique Iliziario e Alex Pires Júnior, todos negam as acusações.
O caso provocou forte reação de organizações de direitos das mulheres e ampliou o debate público sobre violência de gênero, responsabilização e a postura de agentes do futebol diante das denúncias. A expectativa das organizadoras é que o encontro resulte em encaminhamentos coletivos e ações articuladas entre movimentos sociais e instituições.







