Sindicato denuncia atraso no pagamento de benefícios e afirma que paralisação pode começar ainda nesta semana caso não haja acordo com a empresa.
O transporte coletivo de Rio Branco corre risco de interrupção a partir desta sexta-feira (6) após motoristas e cobradores denunciarem atraso no pagamento de benefícios trabalhistas, como vale-alimentação e cesta básica.
O anúncio foi feito pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Passageiros e Cargas do Estado do Acre (SINTTPAC), que afirma ter deliberado pela greve geral diante do descumprimento dos prazos.
Segundo o sindicato, os valores deveriam ter sido pagos até o dia 30 de janeiro, o que não ocorreu. Em edital divulgado oficialmente, o presidente da entidade, Antônio Neto da Silva Oliveira, informou que a paralisação seguirá até que a situação seja regularizada. A direção sindical sustenta que tentou resolver o impasse por vias administrativas, sem sucesso.
Cerca de 430 trabalhadores ainda não receberam os benefícios, de acordo com Antônio Neto. Para ele, a mobilização não será simbólica. “Não vai ser aquela paralisação que sempre fazemos no terminal. Estamos entrando com greve, cumprindo aviso prévio, notificações e mantendo o quantitativo mínimo exigido por lei”, destacou.
A interrupção dos serviços está prevista para começar a partir das 5h da manhã caso não haja acordo até o fim desta quinta-feira (5). As negociações entre o SINTTPAC e a Ricco Transportes, empresa responsável pelo sistema de ônibus da capital, permanecem em curso. “Se até o final da tarde resolverem a situação, o serviço será normal. Caso contrário, a greve será deflagrada”, afirmou o sindicalista.
Além da paralisação total, o sindicato também trabalha com a possibilidade de circulação de frota reduzida a partir da madrugada de sexta-feira (6), o que pode comprometer a mobilidade de milhares de usuários que dependem diariamente do transporte público na capital acreana.
A atual mobilização não é inédita em 2026. No dia 9 de janeiro, cerca de 200 motoristas realizaram uma paralisação de aproximadamente uma hora no Terminal Urbano de Rio Branco. O protesto teve caráter de advertência e já indicava o descontentamento da categoria com atrasos recorrentes no pagamento de benefícios






