Terceira edição publicada pelo Ministério da Saúde traz protocolos atualizados para atendimento em todos os níveis do SUS
O Ministério da Saúde (MS) divulgou a terceira edição do Manual de Enfermagem para o Manejo Clínico da Dengue, documento técnico que reúne orientações atualizadas para o atendimento de pessoas com suspeita ou confirmação da doença.
A publicação busca qualificar a assistência prestada no Sistema Único de Saúde (SUS) e reduzir complicações e mortes associadas à arbovirose.
Com 110 páginas, o material foi elaborado pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, em parceria com as secretarias de Atenção Especializada à Saúde e de Atenção Primária à Saúde.
O manual descreve as atribuições da enfermagem ao longo de todo o percurso assistencial, desde o acolhimento e a classificação de risco até o monitoramento clínico, a identificação de sinais de alarme e o acompanhamento da evolução dos casos.
O documento também orienta a organização dos serviços de saúde, com definição de fluxos de atendimento, responsabilidades das equipes e articulação entre a atenção básica, as unidades de urgência e emergência e a rede hospitalar.
Voltado a enfermeiras e enfermeiros que atuam nesses diferentes níveis, o manual reforça o papel da categoria na identificação precoce de quadros graves e na tomada de decisões clínicas oportunas.
Segundo o diretor do Departamento de Ações Estratégicas e Epidemiologia e Vigilância em Saúde e Ambiente, Guilherme Werneck, a publicação amplia a integração entre assistência e vigilância epidemiológica.
“Ao alinhar práticas clínicas e ações de vigilância, o manual contribui para uma resposta mais eficaz do Sistema Único de Saúde frente aos períodos de aumento da transmissão da dengue”, afirmou.
Além dos protocolos clínicos, a nova edição destaca a importância da notificação rápida dos casos, da comunicação com pacientes e familiares e do trabalho em equipe multiprofissional. O texto também enfatiza a humanização do cuidado como parte das estratégias nacionais de enfrentamento das arboviroses.
A iniciativa reconhece a enfermagem como peça central na qualidade da atenção, na resolutividade dos serviços e na proteção da vida, em consonância com os princípios que orientam o funcionamento do SUS.







