Minha Casa, Minha Vida entrega 793 moradias no Acre desde a retomada do programa em 2023

Programa federal retoma fôlego, amplia contratações e reforça impacto social e econômico no estado

O programa Minha Casa, Minha Vida entregou 793 unidades habitacionais no Acre entre 2023 e o início de 2026, segundo dados do Ministério das Cidades.

A média anual ultrapassa 250 moradias no período, refletindo a retomada da política habitacional no país e sua presença no estado.

Os números mostram uma evolução ao longo dos anos. Em 2023, foram concluídas 208 unidades. Em 2024, o total chegou a 172. Já em 2025, houve um salto para 377 moradias entregues. No início de 2026, outras 36 unidades já foram finalizadas e repassadas às famílias.

No cenário nacional, o programa contabiliza 1,4 milhão de unidades entregues desde a sua retomada em 2023.

Durante agenda em Maceió, em janeiro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou o alcance da política habitacional.

“Eu tenho o compromisso de um dia zerar o déficit habitacional, porque todo e qualquer brasileiro vai ter o seu ninho para cuidar da família. O Minha Casa, Minha Vida é o maior programa habitacional já feito neste país. Sabemos que temos que construir muito mais, porque cada vez que a gente para de construir aumenta a quantidade de pessoas sem casa neste país. É uma política que garante cuidado e dignidade para as famílias”.

Contratações antecipam metas e ampliam investimentos

Além das entregas, o programa avançou no volume de novas contratações. A meta inicial do governo federal era alcançar dois milhões de unidades contratadas até o fim da gestão.

O objetivo foi atingido ainda em 2025, um ano antes do previsto. Com isso, a projeção foi ampliada para três milhões de unidades até o final de 2026.

No Acre, foram contratadas cerca de 3 mil moradias entre 2023 e o início de 2026, com investimento de R$ 428,3 milhões. Os dados indicam não apenas expansão da oferta habitacional, mas também o fortalecimento da capacidade de execução no estado.

O impacto do programa ultrapassa o acesso à moradia. Segundo o ministro das Cidades, Jader Filho, o Minha Casa, Minha Vida tem papel central na economia.

“O Minha Casa, Minha Vida foi o grande motor do setor da construção civil em 2025. Esses números são importantes e devem ser ressaltados a cada dia porque o programa, além de levar moradia digna a quem mais precisa, também é responsável pela geração de emprego no país”.

Dados da ABRAINC em parceria com a FIPE apontam que 85% dos lançamentos imobiliários no Brasil estão vinculados ao programa, o que evidencia sua influência direta na dinâmica do setor.

Retomada com novo marco legal

Reinstituído em 2023, o programa passou por atualização normativa com a Medida Provisória nº 1.162, convertida na Lei nº 14.620, de julho do mesmo ano.

A reformulação ampliou o acesso à moradia, incorporou diretrizes de sustentabilidade urbana e reposicionou a habitação como eixo estratégico do desenvolvimento social.

Atualmente, o Minha Casa, Minha Vida alcança 88% dos municípios brasileiros, o equivalente a 4.911 cidades.

Faixas de renda 

A política mantém foco nas famílias de menor renda. A Faixa 1 atende famílias com renda mensal de até R$ 2.850, com subsídios que podem chegar a 95% do valor do imóvel.

As demais faixas abrangem rendas de até R$ 8.600, enquanto a Faixa Classe Média, criada em 2025, contempla famílias com renda de até R$ 12 mil.

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