Auditoria apontou superlotação, carência de medicamentos e deficiências estruturais na principal unidade de urgência do Acre.
Uma fiscalização do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) revelou graves problemas no atendimento do Pronto-Socorro de Rio Branco. Pacientes foram flagrados acomodados em corredores, macas e até no chão. A inspeção também constatou falta de médicos, carência de medicamentos, ausência de escalas de plantão e deficiências estruturais no prédio.

A auditoria, realizada na noite da última terça-feira (19), mobilizou 18 auditores das três Coordenadorias Especializadas da Secretaria de Controle Externo (Secex) e percorreu setores como traumatologia, ortopedia, cardiologia, enfermarias clínicas, recepção, além das salas de exames de eletrocardiograma, raio-X e tomografia.

De acordo com o TCE-AC, a operação faz parte de um conjunto de fiscalizações permanentes que têm como objetivo verificar a aplicação dos recursos públicos e propor soluções para melhorar os serviços de saúde.
A secretária da Secex, Fernanda Leite Santana, explicou que a escolha da saúde como prioridade resulta de uma consulta pública realizada no início do ano para a elaboração do Plano Anual de Controle Externo (PACE).

“A população apontou a saúde como a principal demanda. Essa fiscalização é uma resposta concreta a essa necessidade e reforça o compromisso do Tribunal em atender às expectativas da sociedade”, afirmou.
O relatório da fiscalização será analisado pelo Tribunal, que poderá recomendar medidas corretivas ao governo estadual e à gestão da unidade hospitalar.















