Deputado cobra nomeação imediata de secretário e diz que ausência de comando compromete decisões urgentes no sistema público.
O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) cobrou, nesta terça-feira (7), na tribuna da Assembleia Legislativa do Acre, a nomeação imediata de um novo titular para a Secretaria de Estado de Saúde. Segundo ele, a ausência de comando formal na pasta representa um risco concreto à gestão e ao atendimento de pacientes, sobretudo em situações que exigem decisões rápidas.
A preocupação surge após a saída do então secretário Pedro Pascoal. A secretária adjunta, Ana Cristina, assumiu interinamente, mas o prazo legal para permanência no cargo encerrou na segunda-feira (6), deixando a pasta sem comando formal.
“Quando se trata da Secretaria de Saúde, por exemplo, não pode esperar. Se tem uma área que não se pode ter vácuo administrativo é a da Saúde. É como se você, no meio de uma guerra, demitisse o general. E aí, àqueles que são acostumados à ordem de renúncia, não sabem o que fazer”, afirmou o deputado durante o discurso.
Edvaldo também contextualizou a saída de Pascoal, destacando que a movimentação política do ex-secretário não passa despercebida. Segundo ele, Pascoal deve disputar uma vaga na Câmara dos Deputados e passou a apoiar o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, em vez da vice-governadora Mailza Assis, nas eleições de outubro.
Para o parlamentar, essa mudança de alinhamento político pode gerar incertezas dentro da própria equipe da secretaria. “Na Saúde, como houve a renúncia do secretário, a mudança de lado do secretário, isso não está passando despercebido da imprensa, devidamente autorizado pelo ex-governador. É claro que quem ficou da própria equipe do secretário está sob questionamentos, se são leais a quem”, declarou.
O deputado reforçou que a indefinição na liderança da pasta pode afetar diretamente a tomada de decisões críticas. “Tem um vazio. A minha fala é no sentido: não deixem o vazio administrativo na Saúde. Escolham, sei lá, quem queiram escolher. Mas, toda hora morre gente. Precisa de comando, de decisão para o deslocamento de um paciente. Às vezes, se não tiver a concordância do secretário, o avião não decola. Sabemos disso”, concluiu.







