DNIT inicia obras para execução de macadame em trecho crítico da BR-364, no Acre

Intervenção entre os quilômetros 140 e 149, na saída de Rio Branco, aposta em técnica mais resistente para reduzir danos recorrentes na rodovia.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) iniciou as obras de preparação do solo na BR-364, no Acre, em um dos trechos mais sensíveis da rodovia. A intervenção ocorre entre os quilômetros 140 e 149, no acesso ao aeroporto de Rio Branco, e marca uma mudança técnica na forma de reconstrução da estrada.

A etapa atual concentra esforços na correção da sub-base, considerada decisiva para a durabilidade da pista. Antes da aplicação do macadame hidráulico, as equipes atuam na chamada troca de solo nos pontos mais críticos, onde o terreno apresenta maior instabilidade.

Segundo o superintendente regional do DNIT no Acre, engenheiro Ricardo Araújo, o trabalho começou pelos trechos mais comprometidos. “Já estamos aqui com todo o material para fazer a troca de solo nos pontos que estão piores da estrada. Primeiro corrigimos os defeitos existentes para, em seguida, lançar sobre a pista todo o material do macadame”, afirmou.

Além da recomposição da base, a intervenção inclui ajustes no desenho da pista e melhorias no sistema de drenagem, fatores que influenciam diretamente na resistência da rodovia, sobretudo em uma região marcada por chuvas intensas e solos com alta sensibilidade à umidade.

Etapa atual concentra esforços na correção da sub-base, considerada decisiva para a durabilidade da pista. Foto: Ascom/Dnit

Técnica tenta romper ciclo de manutenção constante

A adoção do macadame hidráulico representa mudança importante na estratégia de recuperação da BR-364. Historicamente, o trecho exige constantes serviços de manutenção devido às condições climáticas da Amazônia, ao solo sensível à umidade e ao tráfego intenso de veículos pesados.

A técnica consiste na aplicação de camadas estruturadas de pedra e material granular compactados, formando uma base mais resistente e com maior capacidade de drenagem. Na prática, isso reduz o impacto da água sobre a pista, principal agente de degradação da estrada.

Com a nova abordagem, a expectativa é diminuir a incidência de buracos, afundamentos e deformações, problemas que, ao longo dos anos, transformaram a manutenção da BR-364 em uma rotina quase permanente.

O Dnit aposta que a mudança técnica pode reduzir custos operacionais e aumentar a vida útil da rodovia. Mais do que uma obra pontual, a intervenção tenta substituir o histórico de reparos emergenciais por uma solução estrutural, com impacto direto na segurança dos usuários e na regularidade do tráfego.

Publicidade
banner docs epop bari 01