Deputado denuncia que 15 estudantes de Jordão perderam o ano letivo por falta de turma de ensino médio

Edvaldo Magalhães afirma que Secretaria de Educação não autorizou abertura de anexo e cobra providências imediatas

O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB), em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), nesta quarta-feira (4), denunciou a situação de 15 estudantes do município de Jordão que, segundo ele, estão sem estudar desde o início de 2025 por falta de oferta do ensino médio.

Os jovens são alunos da Escola Francisco Turiano de Farias, localizada no Seringal Duas Nações, no Igarapé São Vicente. Eles concluíram o ensino fundamental I ainda em 2024 e solicitaram, por meio do Núcleo local, a abertura de uma turma anexa de ensino médio para dar continuidade aos estudos. De acordo com o parlamentar, o pedido foi encaminhado à Secretaria de Estado de Educação (SEE), mas não houve autorização para a criação da turma.

“Quinze alunos fizeram o pedido ao Núcleo e este fez à Secretaria de Educação, que não autorizou. E os alunos ficaram sem estudar. Perderam um ano”, afirmou.

Edvaldo Magalhães relatou ainda que a ausência da turma tem provocado impactos sociais diretos. Segundo ele, há famílias que tiveram o benefício do Bolsa Família suspenso devido à falta de matrícula dos estudantes, já que a frequência escolar é um dos critérios para manutenção do programa.

O deputado criticou o que classificou como desigualdade no tratamento das demandas educacionais. “Imaginem se isso acontecesse em um bairro de Rio Branco. No outro dia se tomava providências. Mas, como é lá dentro de um igarapé, um lugar que, se gritar, não se escuta, fica por isso mesmo”, declarou.

O parlamentar informou que está formalizando a denúncia e que pretende buscar resposta não apenas junto à SEE, mas também junto ao setor de Educação do Tribunal de Contas e ao Ministério Público. “Não vou esperar que o ofício chegue pela burocracia da Casa. Senão, os meninos não vão estudar”, disse, acrescentando que, em sua avaliação, não se trata de falta de recursos.

Durante o pronunciamento, Edvaldo também afirmou que o Acre estaria enfrentando retrocessos na área educacional. Ele citou dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e disse que a evasão escolar teria aumentado de 2024 para 2025. Para o deputado, a situação contrasta com a universalização do ensino alcançada em gestões anteriores e com o discurso oficial do governo do Estado.

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