Caso de Mpox em Brasiléia é classificado como importado e não indica transmissão local no Acre, diz Sesacre

Secretaria de Saúde afirma que paciente pode ter sido exposto ao vírus durante viagem a São Paulo; autoridades realizam rastreamento de contatos.

Um caso de mpox foi confirmado no município de Brasiléia, no interior do Acre, e está sendo acompanhado pela Vigilância em Saúde. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), o registro foi classificado como caso importado, pois não há evidência de que a infecção tenha sido adquirida dentro do território acreano.

De acordo com a secretaria, o paciente esteve em viagem ao estado de São Paulo, período em que possivelmente ocorreu a exposição ao vírus. Os primeiros sintomas surgiram cerca de uma semana antes do retorno à região de fronteira.

Após a confirmação do diagnóstico, o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) nacional e o Cievs de Fronteira, em Brasiléia, foram acionados. As autoridades sanitárias de Cobija, na Bolívia, e do estado de São Paulo também foram comunicadas para dar início ao rastreamento de contatos, conforme os protocolos de vigilância epidemiológica.

A investigação mobiliza diferentes áreas técnicas da Sesacre, incluindo a Vigilância Epidemiológica e o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), além de outras instituições envolvidas no monitoramento do caso. Segundo o governo estadual, todas as medidas de controle, acompanhamento e prevenção recomendadas pelo Ministério da Saúde foram adotadas.

Em nota, o secretário de Saúde, Pedro Pascoal, afirmou que, até o momento, não há evidência de transmissão local da doença no Acre e que o sistema estadual mantém vigilância ativa para identificar eventuais casos suspeitos.

“A Secretaria de Estado de Saúde reforça que mantém vigilância ativa em todo o território estadual, com ações contínuas de monitoramento, prevenção e orientação às unidades de saúde, visando garantir resposta rápida e oportuna a qualquer suspeita da doença”, declarou.

A mpox é uma doença viral que pode ser transmitida por meio do contato direto com pessoas infectadas, lesões na pele, secreções respiratórias ou objetos contaminados. O vírus também pode se espalhar por contato próximo ou íntimo entre indivíduos. Entre os sintomas mais comuns estão febre, dor de cabeça, dores musculares, fadiga, aumento dos linfonodos e o aparecimento de erupções ou lesões na pele e nas mucosas.

Detalhes do caso

O caso confirmado no Acre envolve um estudante de medicina que cursa graduação na cidade boliviana de Cobija, capital do Departamento de Pando. Ele procurou atendimento no Hospital Geral de Brasiléia, no Vale do Alto Acre, após apresentar sintomas compatíveis com a doença.

Antes do diagnóstico, o paciente também esteve recentemente no estado de São Paulo, o que reforça a classificação do caso como importado pelas autoridades sanitárias.

Segundo a secretária adjunta de Saúde, Ana Cristina Moraes, o paciente recebeu atendimento médico, iniciou tratamento e permanece em isolamento. As equipes de saúde também passaram a monitorar as pessoas que tiveram contato com ele.

“Foi medicado e isolado, mas estamos monitorando as pessoas que mantiveram contato com ele, que testou positivo para a doença”, afirmou a gestora em entrevista a uma emissora de televisão local.

A Sesacre orienta que pessoas com sintomas suspeitos procurem atendimento em unidades de saúde para avaliação médica. A recomendação também inclui evitar contato físico com outras pessoas e não compartilhar objetos pessoais enquanto houver suspeita da doença.

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