Estratégia de comunicação amplia urgência da prevenção e chama homens e instituições a agirem contra a violência letal de gênero.
Com o objetivo de transformar comportamentos e ampliar a resposta institucional à violência contra mulheres, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (SECOM) lançou no dia 4 de fevereiro a campanha “Brasil Contra o Feminicídio”.
A iniciativa está alinhada ao Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, um compromisso institucional permanente firmado entre os Poderes da República para enfrentar a violência letal contra meninas e mulheres em todas as suas formas.
A campanha, produzida pela agência Calia, coloca o protagonismo na mobilização social, especialmente no engajamento dos homens e na atuação cotidiana de cada cidadão para interromper ciclos de violência antes que se tornem casos letais.
O pacto articula ações integradas entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, com foco na prevenção, na proteção de potenciais vítimas, na responsabilização de agressores e na garantia de direitos fundamentais. A iniciativa visa também consolidar articulações com estados, municípios e sociedade civil, estabelecendo um compromisso institucional contínuo para frear a persistência de casos de violência letal de gênero.
No centro da campanha está um filme que propõe deslocar o olhar exclusivo para a vítima e colocar ênfase nas ações de prevenção e intervenção de terceiros. Como estratégia narrativa, a peça ressignifica trechos da canção “Maria da Vila Matilde”, eternizada por Elza Soares, adaptando versos em falas masculinas que expõem atitudes e comportamentos naturalizados que podem evoluir para violência grave se não forem confrontados.
A campanha será veiculada em televisão, cinema, mídia exterior e plataformas digitais ao longo de fevereiro e março, período em que se reforça a luta pelos direitos das mulheres. A estratégia de comunicação acompanha a agenda do pacto e busca impulsionar mudanças de comportamentos alinhadas à prevenção da violência de gênero, promovendo atitudes ativas de denúncia e apoio às vítimas.
Especialistas e organizações de defesa dos direitos das mulheres receberam a iniciativa como um passo importante na mobilização social, mas destacam que a eficácia depende da articulação contínua das instituições públicas, da ampliação dos mecanismos de proteção e da destinação de recursos para políticas públicas que enfrentem as desigualdades estruturais que ampliam o risco de violência letal.







