Em passagem por Cruzeiro do Sul, vereador de Rio Branco discute formação de candidaturas proporcionais, possível candidatura de Jorge Viana ao Senado e cenário presidencial para 2026
O presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) no Acre e vereador de Rio Branco, André Kamai, cumpre agenda em Cruzeiro do Sul nesta semana com foco na reorganização partidária no Vale do Juruá e no início das articulações para as eleições de 2026.
Em entrevista ao sistema Juruá de Comunicação, nesta quinta-feira (12), ele detalhou estratégias para formação de chapas proporcionais, alianças majoritárias e avaliou o cenário estadual e nacional.
Segundo Kamai, a visita tem como objetivo fortalecer o partido na região, dialogar com lideranças locais e estruturar a base para a disputa eleitoral. “Aqui no Juruá a gente tem companheiros muito valorosos, que sempre colaboraram e organizaram o partido. Eu estou muito entusiasmado com esse processo de reorganização”, declarou. Ele informou que participou de reuniões com a direção municipal, jovens universitários, integrantes de movimentos sociais e lideranças indígenas.
Chapas proporcionais
Para a Assembleia Legislativa (Aleac), o dirigente destacou a articulação de lideranças indígenas, entre elas Isaac Piyãko, ex-prefeito de Marechal Thaumaturgo. “Nós vamos preparar um ato de filiação com a presença do companheiro Jorge Viana. Eu acho que vamos ter uma candidatura com densidade e com proposta clara para a região”, afirmou.
Kamai citou ainda nomes que integram o projeto da federação formada por PT, PCdoB e PV, como Edvaldo, Cesário, Padre Antônio, Márcio Alessio e Tiago Mourão. “Hoje nós já temos uma chapa que aponta para disputar duas cadeiras e tentar disputar três”, disse.
Para a Câmara Federal, ele confirmou a pré-candidatura de Perpétua Almeida (PCdoB) e anunciou que também pretende disputar uma vaga. “Eu sou pré-candidato a deputado federal e devo ter relação com companheiros aqui da região”, declarou.
Disputa majoritária
No campo majoritário, Kamai afirmou que o partido trabalha com a pré-candidatura de Jorge Viana ao Senado. “Candidatura majoritária não é de uma pessoa, é de um movimento político. Nós estamos organizando as chapas e avaliando as condições políticas para efetivamente fazer a disputa”, pontuou.
Questionado sobre a possibilidade de Viana não disputar o pleito, respondeu que o partido não considera essa hipótese neste momento, mas reconheceu que, caso haja mudança, será necessária reorganização estratégica.
Sobre a eleição presidencial de 2026, Kamai disse acreditar na reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva e na ampliação do desempenho do partido no Acre. “Na eleição passada o presidente Lula teve cerca de 27% dos votos aqui. Eu acredito que podemos avançar para acima de 30% ou 35%”, analisou.
Ele atribuiu essa expectativa a medidas do governo federal voltadas às camadas de menor renda, como a isenção do imposto de renda para determinadas faixas salariais, políticas relacionadas ao gás de cozinha, habilitação e aumento real do salário mínimo.
Ao comentar o momento interno do partido, Kamai reconheceu dificuldades recentes e apontou um processo de reconstrução política. “Nós chegamos a um momento em que parecia que estávamos interditados de fazer política. Descemos para dialogar com a base social e estamos reconstruindo nossa posição no debate político”, afirmou.
A agenda no Juruá integra o movimento de reorganização do PT no interior do estado, em um cenário pré-eleitoral que já mobiliza lideranças e antecipa disputas estratégicas no Acre.







