O leito rachado do rio expõe o que a estiagem arranca de quem dele depende. Mostra a sede de quem precisa de água limpa, o vazio de quem depende da pesca, a distância de quem faz do rio estrada. Cada fissura na margem é também uma rachadura na vida de quem resiste aqui.
A seca extrema é um lembrete silencioso de que a floresta ferida cobra seu preço, e de que as mudanças climáticas, alimentadas pela destruição das matas, transformam o equilíbrio dos rios em incerteza.
📷 Juan Diaz | Amazônias que nos Habitam | Proa