Manifestação reúne trabalhadores de ao menos 23 sindicatos que exigem RGA de 20,39%, aumento do auxílio-alimentação e ampliação do auxílio-saúde.
Servidores públicos estaduais das áreas de educação, saúde, segurança pública e administração realizaram uma manifestação na manhã desta terça-feira (17) em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), em Rio Branco.
O ato foi organizado pela Frente Unida dos Servidores Públicos do Estado do Acre e reuniu representantes de pelo menos 23 sindicatos que cobram do governo estadual uma série de reivindicações relacionadas a salários e benefícios.
Após se concentrarem na entrada do parlamento estadual, os manifestantes montaram um acampamento no hall do prédio e, em seguida, entraram no interior da Casa com faixas e cartazes. O grupo ocupou o salão Marina Silva, localizado próximo ao plenário onde ocorrem as sessões legislativas.

Entre as principais reivindicações apresentadas pelas categorias estão a aplicação da Revisão Geral Anual (RGA) de 20,39%, a ampliação do auxílio-alimentação para mil reais e a extensão do auxílio-saúde para os servidores.
A mobilização ocorre em meio a críticas das lideranças sindicais à condução das negociações com o governo estadual. De acordo com representantes das categorias, as demandas vêm sendo discutidas há anos sem que haja uma resposta efetiva da gestão.

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sintesac), Jean Lunier criticou a postura do governo durante a mobilização.
“Infelizmente, nós temos uma falta de respeito. Está aqui a galera gritando respeito. O governo do Estado não tem o mínimo de respeito com os trabalhadores que aqui se encontram, onde ele já prometeu em oito anos resolver a situação dos profissionais do Estado e até hoje. Vai sair, não vai resolver. Então, assim, nós estamos pedindo o RGA, o aumento do auxílio de alimentação, o auxílio de saúde, mas até agora não tivemos resposta”, afirmou.
Segundo o dirigente sindical, os trabalhadores também aguardam a presença do secretário de Governo para discutir as reivindicações diretamente na Assembleia. “E aí o secretário Calixto, podendo vir na Casa do Povo, pede para desmobilizar e ir para Segov. Ele tem que tratar aqui. É na Casa do Povo que tem que ser tratado e nós não vamos sair daqui. Caso não resolva a casa, ele não venha, nós vamos na presidência. Não resolveu, nós vamos pegar a galera, vamos para frente da Casa Civil até ele nos respeitar”, declarou.
A expectativa é que os deputados estaduais recebam representantes dos servidores após o pequeno expediente da sessão legislativa desta terça-feira para discutir as demandas apresentadas pelo movimento.







